Itaituba (PA), 20 a 24 de setembro de 2026 — O III Seminário da Terra, com o tema “Resistências Unificadas no Tapajós frente às Pressões do Arco Norte”, reuniu 92 participantes, sendo 42 mulheres e 50 homens, para refletir sobre os desafios enfrentados pelos povos indígenas e construir estratégias coletivas de defesa de seus territórios.

III Seminário da Terra reúne lideranças indígenas, Itaituba, PA
O encontro contou com a participação de representantes de 12 povos indígenas: Kaiapó, Juruna, Xipaya, Tembé, Munduruku, Arara, Amanayé, Arapiuns, Guarani, Kuruaya, Karipuna e Galibi Marworno. Também estiveram presentes lideranças comunitárias, assessores e organizações parceiras, que contribuíram para as reflexões e os debates realizados durante o seminário.

III Seminário da Terra reúne lideranças indígenas, Itaituba, PA
O principal objetivo foi promover um espaço de diálogo, formação e articulação entre os diferentes povos e organizações, buscando fortalecer a organização indígena diante das pressões e ameaças que atingem seus territórios. A iniciativa também possibilitou o intercâmbio de experiências e conhecimentos, favorecendo a compreensão das diferentes realidades vividas pelas comunidades.

III Seminário da Terra reúne lideranças indígenas
Entre as principais expectativas dos participantes estavam ampliar o conhecimento sobre os conflitos e as ameaças existentes nos territórios, aprofundar a formação sobre os direitos dos povos indígenas e construir estratégias coletivas de enfrentamento e proteção territorial.
O seminário destacou a importância da união, da participação das lideranças e da articulação entre os povos indígenas e seus parceiros como caminhos para fortalecer a resistência e a defesa dos direitos conquistados. Diante dos desafios que afetam a região do Tapajós e das pressões associadas ao Arco Norte, o diálogo e a organização coletiva tornam-se fundamentais para a construção de respostas conjuntas.
O III Seminário da Terra reafirmou, assim, a importância de fortalecer os espaços de encontro, escuta e planejamento coletivo, valorizando a diversidade dos povos indígenas e sua atuação na defesa de seus territórios, de seus direitos e de seus modos de vida.
Pe. Elfridus
