Projeto emergencial diante das mudanças climáticas

A Associação de Defesa dos Direitos Humanos e Meio Ambiente na Amazônia – ADHMA tem como missão promover a defesa da dignidade da pessoa humana e do meio ambiente, articulando justiça social, cuidado com a Casa Comum e fortalecimento dos povos e comunidades tradicionais da Amazônia. Sua atuação é orientada pelos princípios da justiça restaurativa, da cultura da paz, da ecologia integral e do bem viver, em diálogo permanente com os movimentos sociais, pastorais, organizações populares e redes nacionais e internacionais de direitos humanos.

Durante a COP30 até agora procurando implementar nas comunidades tradicionais e associações e organizações, medidas que controle as queimadas e diminua o aquecimento na região oeste do Pará com ações de prevenção. Por isso, ADHMA tentando formar a REDE DA AGROECOLOGIA NO OESTE DO PARÁ. Associação de Defesa dos Direitos Humanos e Meio Ambiente na Amazônia tem alguns objetivos. PRIMEIRO: promover a defesa e a proteção da pessoa humana e de seus direitos, inclusive por meio das medidas judiciais e extrajudiciais cabíveis, visando à promoção da justiça, da dignidade humana e da construção da paz. SEGUNDO: fortalecer, consolidar e ampliar as iniciativas comunitárias de agroecologia e a preservação do Meio Ambiente, desenvolvidas pela ADHMA (Associação de Defesa dos Direitos Humanos e Meio ambiente na Amazônia) no Baixo Amazonas, promovendo o cuidado integral da terra e das pessoas por meio do apoio direto aos agricultores e agricultoras familiares no cuidado da CASA COMUM.

Esse projeto articula defesa do território, produção de alimentos saudáveis, através do SAF-Sistema Agroflorestal. Isto é, fortalecimento da floresta em pé e geração de renda solidária, integrando agroecologia, homeopatia popular e organização comunitária. A metodologia central utilizada é a pedagogia de Paulo Freire, aplicada por meio de rodas de conversa, encontros comunitários e processos participativos. Trata-se de um trabalho com grupos coletivos populares e associativos que vem se consolidando, onde o conhecimento é construído coletivamente, a partir da realidade vivida pelas comunidades. Nesse sentido, os encontros se organizam como uma “grande roda” de partilha de saberes, onde agricultores, indígenas, ribeirinhos, migrantes e lideranças comunitárias refletem sobre seus territórios, práticas produtivas e desafios socioambientais. Estamos fundamentos e inspirados pela encíclica “Laudato Si” e “Querida Amazônia” do Papa Francisco.  ADHMA, compreende a Amazônia como um bioma vivo, que exige uma relação amorosa, respeitosa e responsável. Como parte dessa caminhada, os projetos também incorporam dimensões simbólicas e celebrativas, como a memória dos 20 anos do Fundo Dema e o reconhecimento do martírio de Frederico Dema e Irmã Dorothy Stang, referências na luta pela terra, pela floresta e pelos direitos dos povos da Amazônia.

Também a estratégia da ADHMA trabalha no fortalecimento dos Sistemas Agroflorestais (SAFs), produção de hortaliças (hortas familiares e coletivas), criação de Galinha caipira, casa de farinha coletiva e curso de aperfeiçoamento da produção de farinha. Esses sistemas reconhecem que os conhecimentos associados à biodiversidade — especialmente na produção orgânica e agroecológica — devem gerar benefícios compartilhados, respeitando os direitos coletivos e a sociobiodiversidade amazônica.

Tem algumas atividades realizadas. Por exemplo:

1.Comunidade Vila Amazonas – Lago Grande:  6 famílias da agricultura e agroecologia com produção de hortaliças e casa de farinha

  1. 3 Comunidades do Eixo Forte e Alter do Chão – hortas e SAF- sistema agroflorestal e viveiro de mudas de plantas frutíferas
  2. Associação da Mulheres de Belterra e Mojui dos campos. 10 quintas produtivos com hortas e criação de galinha caipira
  3. Irrigação para 8 famílias com 2 poços, 5 caixas de agua de 2 mil litros e mangueira de irrigação

 

Por fim, a ADHMA compreende a agroecologia como uma estratégia política e social. Ela nasce da realidade concreta dos agricultores familiares, do extrativismo e do agroextrativismo, e aponta para a necessidade de transformação dessas práticas em políticas públicas estruturantes, com financiamento adequado, incentivos fiscais e reconhecimento dos serviços ambientais prestados pelos povos tradicionais.

Pe. José Boeing, SVD