Reflexão: 7° Domingo do Tempo Comum

Caros irmãos e irmãs

Estamos vivendo sétimo domingo do tempo comum. O tempo comum que nos faz olhar para Jesus para conhece-lo. Ele é centro da vida! O tempo comum vai ser interrompido nesta semana na quarta-feira quando começamos novo tempo litúrgico, o tempo da quaresma com quarta-feira de cinza e campanha da fraternidade. O tema da nossa reflexão é Santidade. No evangelho de hoje Jesus nos apresentou a “nova Lei” que deve conduzir a caminhada cristã. É a lei da santidade

! A “lei da santidade”, tem a ver com o compor

tamento “justo” para com os outros.

Santidade de Deus. Santidade de Deus é a vida de cada um de nós.  Santidade de deus está na vida, por isso a vida de todas

pessoas tem que ser respeitada, porque todos somos moradas de Deus. Todos somos santuário de Deus. Reconhecer a santidade de Deus na vida de todas pessoas, não exclusividade nenhuma raça ou as etnias. O amor que se estende para todos. Para Jesus, o amor deve atingir a todos, sem exceção, inclusive aos inimigos. Fica, assim, abolida qualquer discriminação; sendo retiradas todas as barreiras que separam os homens. Isto porque Deus também não faz discriminação no seu amor. Ele é o Pai que não distingue entre amigos e inimigos, que faz brilhar o sol e envia a chuva sobre bons e maus, e oferece o seu amor a todos, inclusive aos indignos (v. 45). Esta é a nova visão do mundo e dos seus valores que o Cristo veio trazer à terra. Jesus propõe que os membros do “Reino” sejam capazes de interromper o curso da violência, assumindo uma atitude pacífica, de não resistência, de não resposta às provocações.

Todos somos convidados a arrancar as raízes do mal que crescem no íntimo do homem, de forma a que nos seus corações não haja ódio, nem rancor contra o irmão (vers. 17-18). Ele pede aos seus discípulos que aceitem inverter a lógica da violência e do ódio, pois esse “caminho” só gera egoísmo, sofrimento e morte; e pede-lhes, também, o amor que não marginaliza nem discrimina ninguém (nem mesmo os inimigos). O caminho de santidade se constrói pelo amor, alegria, paz, paciência, bondade e humildade. É nesse caminho de santidade que o “Reino de Deus se constrói”. A proposta do Evangelho é claramente contra a violência e a vingança, é uma superação da lei do talião. A “lei de talião”, essa lei mais conhecida na sua fórmula “olho por olho, dente por dente”. Jesus propõe que os membros do “Reino de Deus” sejam capazes de interromper o curso da violência, assumindo uma atitude pacífica, de não resistência, de não resposta às provocações. Se combatermos a violência com a violência ou com a vingança, nunca chegaremos a construir a cultura da paz e a sociedade harmoniosa. Para construir uma nova sociedade, onde não haja rancor, ódio e intolerância, a última palavra deve ser o amor e o perdão.

Peçamos ao Senhor que encha em nossos corações com as graças do Seu Espírito Santo, com amor, alegria, paz, paciência, bondade e humildade. E nos ensine a amar os que nos odeiam e a rezar pelos que nos perseguem. Que nossas orações e ações sejam movidas pela força do Espirito Santo, assim sejamos todos nos protagonistas da paz e da unidade.

Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo! Para sempre seja louvado.

Aventinus Nandus, SVD

Reflexão dominical: Os Cristãos e a Lei de Deus

Caros fieis amados de Deus.

Que a graça e o bem de Deus transborda em vossos corações.

Demos graças  por mais um encontro comunitário com Deus.

As leituras da Palavra de Deus nesse sexto domingo do tempo comum  nos leva como aquele viajante que esta numa encruzilhada.

Diante de dois caminhos a escolher. Se o homem escolhe o caminho do orgulho, da ganância, do ódio, da desobediência, egoísmo, exploração, divisão,  consequentemente leva o homem a um futuro de morte e da desgraça. Lembramos que a morte ou a desgraça nunca são castigo de Deus mas por   mal comportamentos e por caminhos errados que o ser humano escolheu. Outro a escolher é o caminho do “temor” de Deus e no respeito aos mandamentos de Deus, ele constrói para se mesmo e para o povo de Deus, um futuro de felicidade, de bem estar, de paz e abundância ou povo constrói um mundo fraterno, solidária, livre onde todos se respeitam  que leva para a vida. Percorrer esse caminho implica, evidentemente, viver numa escuta permanente de Deus, num diálogo nunca acabado com Deus, numa descoberta continuada propostas Dele. A pergunta é esforcemo-nos na escuta de Deus e pra descobrir “os sinais” que Ele nos deixa?A questão fundamental que aqui é posta pra nós é que existem caminhos diversos, varias opções que no dia a dia nos interpelam e desafiam.  Em cada instante, corremos risco de liberdade, pois nós mesmos assumimos o nosso destino. Ou assumimos essa responsabilidade  e procuramos encarar os desafios ou ficar de braços cruzados e deixar-nos ir na corrente das modas

            Na leitura que São Paulo faz da historia da salvação as coisas são nítidas: que Deus nos escolheu desde sempre e quis nos tornar santos e irrepreensíveis, a fim de sermos à vida eterna, a felicidade total e realização plena. Por isso Ele na pessoa de Jesus veio a nosso encontro, fez aliança conosco, indicou-nos os caminhos  da vida e da felicidade; e nos enviou ao nosso encontro o seu próprio  Filho, que nos libertou do pecado e nos instruiu numa dinâmica de amor e doação da vida e que nos convocou à comunhão com Deus e com os irmãos. Na cruz de Jesus esta bem expressa o amor de Deus por nós. Pela ação do Espirito Santo nos garante uma vida definitiva que chega ao patamar do homens novos e mulheres novas.

            No Evangelho, Jesus afirmou e convidou os discípulos a viver na dinâmica do “Reino” isto é acolher com alegria e entusiasmo o projeto de salvação que Deus quis oferecer aos  homens e a percorrer, sem desfalecer, num espirito de total adesão aos mandamentos que conduz à vida plena. Cumprir conjuntos de regras externas são assegura automaticamente a salvação , nem garante o acesso à vida eterna; mas que passa por uma adesão total às propostas das Bem-Aventuranças de Deus

            Resta nos perguntar, o cumprimento das leis de Deus e ou da Igreja, é pra nós uma obrigação calculista que resulta do medo, ou o resultado lógico da opção que façamos por Deus e pelo “Reino”?

            Que viva o coração de Jesus em nossos corações e nos corações de toda humanidade. Amem.

Pe.Josef Mapang, svd